DICAS · TATIANA MORAES · 27 DE SETEMBRO DE 2026

Obesidade, sedentarismo e movimento

Como mudar essa realidade

Obesidade, sedentarismo e movimento
Ilustração criada pelo Clube da Maturidade

“Sou obeso e sedentário. Não gosto de academia. Canso muito rápido. Não tenho equilíbrio nem coordenação para realizar os exercícios. Mas gostaria de mudar minha condição.”

Essa é uma realidade para muitas pessoas que desejam iniciar uma atividade física, mas encontram dificuldades para dar os primeiros passos.

Quando existe obesidade associada ao sedentarismo, começar uma rotina de exercícios pode parecer especialmente desafiador. O cansaço, a falta de condicionamento físico, as dificuldades de mobilidade, o receio de sentir dor ou de não conseguir acompanhar uma turma podem fazer com que a pessoa adie ainda mais o início.

Mas é importante lembrar: não é preciso estar em boa forma para começar a se movimentar. O movimento é justamente uma das ferramentas para melhorar a condição física e a saúde.

Obesidade e sedentarismo: um desafio para a saúde

A obesidade é uma condição multifatorial que envolve alimentação, metabolismo, genética, sono, comportamento, ambiente e nível de atividade física, entre outros fatores. Não deve ser entendida apenas como uma questão de peso ou de força de vontade.

O sedentarismo também merece atenção. Passar grande parte do dia sentado ou deitado, com pouco movimento, está associado a diversos impactos negativos para a saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa mais recente disponível para o Brasil aponta que aproximadamente 28% dos adultos apresentavam obesidade em 2022, o equivalente a cerca de 39 milhões de pessoas.

Diante desse cenário, estimular o movimento e reduzir o tempo sedentário são estratégias importantes para a promoção da saúde.

É preciso começar com 150 minutos por semana?

A OMS recomenda, para adultos, 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana, ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.

Entretanto, essa recomendação não significa que uma pessoa sedentária precise começar imediatamente realizando 150 minutos de exercícios por semana.

Para quem está parado há muito tempo, começar aos poucos pode ser uma estratégia mais realista e sustentável.

Alguns minutos de caminhada, levantar-se mais vezes durante o dia, subir alguns degraus, realizar exercícios orientados ou participar de uma atividade adaptada às próprias condições já representam uma mudança em relação à completa inatividade.

A própria OMS destaca que alguma atividade física é melhor do que nenhuma e que reduzir o tempo sedentário também traz benefícios.

Pilates: uma possibilidade para quem está começando

Para algumas pessoas, o Pilates pode ser uma alternativa interessante para iniciar um programa de exercícios, principalmente quando existe dificuldade de mobilidade, equilíbrio, coordenação ou baixa tolerância ao esforço.

A proposta permite adaptar os exercícios às características e necessidades de cada indivíduo, trabalhando progressivamente diferentes capacidades físicas.

Durante as sessões, podem ser desenvolvidos aspectos como:

- respiração e percepção corporal;
- mobilidade;
- força muscular;
- equilíbrio;
- coordenação motora;
- controle do movimento;
- flexibilidade;
- resistência e tolerância ao esforço;
- funcionalidade para as atividades do dia a dia.

A progressão deve respeitar as condições e o ritmo de cada pessoa. O objetivo não é comparar o desempenho de um aluno com o de outro, mas observar sua própria evolução.

As informações desta dica são gerais. A indicação de exercícios, a frequência e as atividades dependem da avaliação individual.

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